Com carros ruins, Lucas di Grassi e Bruno Senna ficam três e quatro voltas atrás do líder, respectivamente, enquanto espanhol parou a duas do fim
Além de Felipe Massa ter assumido a liderança do campeonato com 39 pontos, o domingo do GP da Malásia foi muito bom para outros dois brasileiros. Lucas di Grassi, da VRT, e Bruno Senna, da Hispania, completaram pela primeira vez uma corrida na Fórmula 1. Entretanto, por causa dos carros ruins, eles chegaram mais de três voltas atrás. A ironia é que os dois foram superados por Fernando Alonso, da Ferrari, que não completou a prova por causa de uma quebra de motor, mas só ficou a duas do vencedor Sebastian Vettel, da RBR.
Já Bruno Senna também comemorou com a Hispania, mas deixou claro que sonha com muito mais. Segundo ele, a tarefa foi ainda mais complicada porque não disputava uma corrida completa desde o ano passado, na Le Mans Series. Ele chegou na 16ª posição, após ultrapassar Jarno Trulli, da Lotus, no fim (veja no vídeo acima).
- Está todo mundo contente, porque não deixa de ser um feito para uma equipe que não fez a pré-temporada e começou o campeonato com tantos problemas. Mas quero ir para frente. Não podemos nos contentar em apenas terminar. O carro estava muito ruim nas freadas. Como não tinha o mesmo ritmo, ainda precisei ficar atento o tempo todo para facilitar as ultrapassagens. Quero aproveitar este pequeno espaço de tempo até a corrida em Xangai para retomar as atividades físicas e treinar um pouco de kart.
Com o carro da VRT com problemas para bombear combustível quando ele está em pouca quantidade no tanque, Di Grassi teve de reduzir muito o ritmo no fim. O brasileiro conseguiu a 14ª posição, na primeira vez em que também a equipe inglesa consegue completar uma corrida na Fórmula 1 (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado).
- Foi bastante cansativa, física e mentalmente, mas foi boa. Consegui ganhar cinco posições na primeira volta e o carro estava bom. No início, o ritmo era muito bom e continuamos andando forte na segunda metade da prova, apesar de ter perdido um pedaço da asa dianteira em um toque com o Heikki. Estávamos bem à frente das outras equipes novas, e pudemos administrar no final para que nada atrapalhasse o nosso resultado. Foi uma longa espera e tivemos momentos difíceis nos últimos meses, mas sabemos que estamos progredindo e podemos conquistar mais. Demos um grande passo adiante - diz Lucas.





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