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Em Melbourne
Massa elogia estratégia da Ferrari
Noticias sobre o Mundo da Formula 1
14/03 - GP do Bahrein (Sakhir) F.Alonso
28/03 - GP da Austrália (Melbourne) J.Button
04/04 - GP da Malásia (Sepang) S.Vettel
18/04 - GP da China (Xangai) J.Button
09/05 - GP da Espanha (Barcelona) M. Webber
16/05 - GP de Mônaco (Monte Carlo) M. Webber
30/05 - GP da Turquia (Istambul) L.Hamilton
13/06 - GP do Canadá (Montreal) L.Hamilton
27/06 - GP da Europa (Valência) S.Vettel
11/07 - GP da Inglaterra (Silverstone) M. Webber
25/07 - GP da Alemanha (Hockenheim) F.Alonso
01/08 - GP da Hungria (Hungaroring) M. Webber
29/08 - GP da Bélgica (Spa-Francorchamps) L.Hamilton
12/09 - GP da Itália (Monza) F.Alonso
26/09 - GP de Cingapura (Cingapura) F.Alonso
10/10 - GP do Japão (Suzuka) S.Vettel
24/10 - GP da Coréia do Sul (Yeongam) M. Webber
07/11 - GP do Brasil (Interlagos) S.Vettel
14/11 - GP dos Emirados Árabes (Abu Dhabi) S.Vettel
![]() | McLaren | 109 |
![]() | Ferrari | 90 |
![]() | Red Bull | 73 |
Inglês diz que não pediu para fazer segunda troca de pneus na corrida
Após o sexto lugar, Lewis Hamilton disse que a McLaren jogou fora a dobradinha no GP da Austrália ao chamá-lo para um segundo pit stop na parte final da corrida. Os carros que ficaram à frente do inglês optaram por não parar e continuaram com os compostos já desgastados. Ele disse que a decisão não foi sua, já que achava que poderia disputar o segundo lugar com Robert Kubica, da Renault.
- Meus pneus estavam normais. Comecei bem, consegui uma ótima largada, estava em terceiro, feliz com tudo e fui chamado aos boxes. Não sei porque a equipe fez isso. Isso nos custou a dobradinha. Acho que os compostos teriam terminado bem. Talvez tivesse sofrido um pouco no fim, mas foi exatamente o que os outros fizeram. Estava quase impossível superar a Ferrari de qualquer forma - diz Hamilton, em entrevista à imprensa inglesa.
Hamilton não quer se alongar muito sobre os acontecimentos na Austrália. O inglês prefere se concentrar na próxima corrida, na Malásia, neste fim de semana.
- Vamos para Sepang e espero conseguir um bom resultado. Estou ansioso pela corrida, apesar de saber que nosso ritmo no treino classificatório não é tão bom em relação às outras equipes.
Jornal 'Marca' destaca reclamações contra a equipe e o piloto brasileiro
Alguns torcedores de Fernando Alonso ficaram indignados com a Ferrari e com Felipe Massa após o GP da Austrália, no domingo. Segundo eles, em comentários no site do jornal italiano "La Gazzetta dello Sport" reproduzidos pelo diário espanhol "Marca", o brasileiro, que chegou em terceiro e subiu ao pódio, teria "segurado" o ritmo do espanhol na parte final da corrida, supostamente impedindo um melhor resultado do bicampeão, quarto colocado.
Para estes fãs do espanhol, Alonso teria sido vítima de uma estratégia errada de Stefano Domenicali, chefe da Ferrari. O "Marca" publicou comentários dizendo que o bicampeão teve de seguir "passos de tartaruga" do brasileiro e que ele teria feito o "inaceitável" papel de "escudeiro".
"Domenicali fez Alonso perder a corrida. O que aconteceu em Melbourne é inaceitável. Não fosse o trabalho de Alonso, a Ferrari teria ficado em sexto e sétimo, respectivamente", diz um dos comentários na página do "La Gazzetta dello Sport".
Entretanto, uma rápida visita ao site do jornal italiano mostra que a maioria dos indignados torcedores de Alonso é espanhola. Um fã chamado "Pepe" pede que a Ferrari demita Felipe Massa e efetive Giancarlo Fisichella, atual piloto de testes da equipe italiana e ex-companheiro do bicampeão no primeiro título mundial, em 2005.
Inglês troca pneus na hora certa e conta com a sorte após abandono de Vettel. Kubica resiste a ataques e chega em segundo, à frente de Massa
Após a monótona corrida no Bahrein, com uma procissão que irritou pilotos e torcedores, a Fórmula 1 precisava de uma chacoalhada na Austrália. E foi uma pancada de chuva dez minutos antes da largada que desencadeou uma das provas mais animadas dos últimos tempos na categoria. Quando o pole Sebastian Vettel passou reto na curva e abandonou na 25ª volta, o atual campeão tomou as rédeas em Melbourne. Primeiro a apostar nos pneus para pista seca, Jenson Button assumiu a ponta e conduziu sua McLaren até a bandeirada do ator John Travolta, vencendo pela primeira vez desde o GP da Turquia no ano passado e quebrando um jejum de 11 corridas em nove meses.
Atrás de Button veio um heroico Robert Kubica. O polonês da Renault segurou a pressão do inglês Lewis Hamilton durante a maior parte da prova e terminou em segundo. O brasileiro Felipe Massa completou o pódio e assegurou o melhor início de temporada da carreira, com o segundo lugar no Bahrein e o terceiro na Austrália. Para chegar lá, ele resistiu ao fogo amigo do companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, que rodou na largada e caiu para último, mas fez uma excelente corrida de recuperação para terminar em quarto. O bicampeão mundial segue na liderança do campeonato, com 37 pontos, quatro a mais que Massa e seis a mais que Button.
Clique aqui e veja como está a classificação da temporada 2010 após duas provas
Alonso foi pressionado no fim por Hamilton, que acabou tocando Mark Webber, da RBR, e caiu para o sexto lugar. O quinto foi Nico Rosberg, que mais uma vez deixou para trás Michael Schumacher no duelo interno da Mercedes – o veterano de 41 anos chegou em décimo após trocar a asa de seu carro logo na primeira volta e sofrer para superar rivais mais lentos à sua frente. Rubens Barrichello, da Williams, cruzou a linha de chegada em oitavo, logo atrás do italiano Vitantonio Liuzzi, da Force India. Atrás de Rubinho vieram Webber e Schumi, fechando a zona de pontuação.
Os brasileiros estreantes abandonaram mais uma vez. Com um problema hidráulico em seu Hispania, Bruno Senna parou na quarta volta. Lucas di Grassi, da VRT, resistiu até a 30ª, mas foi obrigado a recolher o carro aos boxes.
Chuva e confusão
Dez minutos antes da largada, uma chuva leve molhou toda a pista montada nas ruas do Albert Park. Já com o grid montado, as equipes correram para colocar pneus intermediários nos carros. Mesmo assim, com a pista muito escorregadia, os pilotos tiveram dificuldades na volta de apresentação.
Na largada, Vettel manteve a ponta com facilidade, enquanto Massa pulou para trás dele ao ganhar três posições. Webber perdeu o segundo lugar, mas o grande prejudicado foi Alonso. Após largar em terceiro, o espanhol patinou, perdeu tempo e, para piorar, ainda tocou a roda de Button na primeira curva. Com a rodada, o bicampeão mundial caiu para último.
Outra vítima do festival de toques na primeira curva foi Schumacher, que teve a asa dianteira danificada. A Mercedes ordenou que ele voltasse aos boxes para trocar a peça, e o retorno à pista foi na parte de trás do pelotão. Ainda na volta inicial, pouco antes da curva Sports Centre, Kamui Kobayashi, da Sauber, acertou um pedaço de carro que estava na pista, perdeu o controle e colidiu em cheio com a Williams de Nico Hulkenberg. Sobrou também para o suíço Sebastien Buemi, que teve sua STR atingida por Nico. Os três saíram da corrida, confirmando logo no início uma previsão óbvia para a prova: a entrada do safety car, que ficou até a quarta volta.
Com a relargada, Vettel e Massa se mantiveram na frente, enquanto Webber era pressionado por Robert Kubica na briga pela terceira posição. Lá atrás, Alonso começava sua corrida de recuperação ultrapassando Timo Glock.
Jenson Button, que perdeu sua posição para o companheiro Hamilton, foi o primeiro a entrar nos boxes – na sexta volta – para colocar os pneus macios de pista seca. Ele deu uma escapada na saída do pit stop, mas se segurou na pista e passou a andar mais rápido que os rivais. Duas passagens depois, quase todos os pilotos fizeram o mesmo, mas àquela altura o atual campeão do mundo já tinha dado a cartada certeira.
Trocas com atraso
A RBR só chamou Vettel para a troca uma volta depois de Button. O alemão manteve a liderança, mas perdeu boa parte da vantagem. Webber não teve a mesma sorte: após mudar os pneus, deu uma escapada na curva e perdeu a quinta posição para Massa.
Na 12ª volta, ao retornar do pit stop, Hamilton começou a recuperar terreno e superou Barrichello para ganhar a sétima posição. O inglês colou em Webber, enquanto o australiano ainda estava com pneus frios. Alonso continuava firme em sua recuperação, tomando o nono lugar de Pedro de la Rosa, da Sauber.
Chuva volta, mas vai embora rápido
Na 14ª volta, todos os pilotos já estavam com pneus para pista seca e, para desespero geral, uma leve garoa voltou a cair em Albert Park. Mas o asfalto mantinha boas condições, e as disputas por posição continuaram. Na 15ª, Alonso pulou para oitavo, deixando Barrichello para trás, enquanto a ameaça de chuva era definitivamente descartada.
Na passagem seguinte, Webber atacou Massa e conseguiu a ultrapassagem, seguido por Hamilton. O inglês tentou superar o australiano na Sports Centre, mas os dois se tocaram e foram parar na caixa de brita. Retornaram sem maiores problemas, e o dono da casa começou a andar rápido, recuperando o tempo perdido.
Com a temperatura baixa do asfalto, Felipe sofria com o equilíbrio de sua Ferrari. Na 22ª volta, o brasileiro saiu de traseira e permitiu mais um ataque de Hamilton, que o ultrapassou novamente com facilidade. Àquela altura, Alonso já estava colado na traseira do companheiro de equipe, mas não conseguiu superá-lo e ainda perdeu a posição para Webber.
Sem freio, Vettel roda
No fim da 26ª volta, a luta pelo primeiro lugar teve sua reviravolta definitiva. Com problemas nos freios, Vettel passou reto na curva Ascari e, atolado na caixa de brita, não conseguiu mais voltar. A liderança caiu no colo de Jenson Button, que era um dos mais rápidos naquele momento. Kubica ficou com a segunda posição, mas ainda sofreria bastante para mantê-la.
Uma volta depois, Hamilton ultrapassou Rosberg e foi à caça de Kubica. O polonês se manteve à frente com bravura, segurando os ataques do inglês no fim da reta dos boxes de Melbourne. Na 33ª passagem, alguns dos ponteiros optaram por trocar os pneus para tentar melhorar seus desempenhos. Webber foi o primeiro, seguido por Rosberg e Hamilton. Com as paradas, Massa e Alonso subiram para o terceiro e quarto lugares.
Webber e Hamilton se estranham
A prova já estava na 37ª volta quando Webber e Hamilton iniciaram mais um duelo, enquanto tentavam se aproximar das Ferraris. O inglês errou, foi superado pelo australiano, mas devolveu em seguida. Rob Smedley, engenheiro de Massa, mandava o brasileiro atacar Kubica, mas o piloto da Ferrari já estava com os pneus deteriorados, assim como o companheiro Alonso, em quarto.
A dez voltas do fim, Hamilton chegou em Alonso e passou a travar uma batalha com seu maior rival na categoria. O espanhol sofria com a aderência dos pneus, mas conseguia se manter à frente do inglês, que tentava a ultrapassagem em todos os fins de reta.
Na penúltima volta, o inglês ainda tentou mais uma vez, errou e teve a traseira acertada por Webber. Os dois foram novamente para a caixa de brita, mas assim como da primeira vez, conseguiram retornar à pista. O campeão de 2008 caiu para a sexta posição, enquanto o australiano foi obrigado a trocar o bico e voltou em nono. Na frente, alheio a tudo isso e já com uma boa vantagem, Jenson Button cruzou a linha de chegada e fez as pazes com a vitória.
Confira o resultado final do GP da Austrália:
| Pos | Piloto | País | Equipes | Tempo |
| 1 | Jenson Button | ING | McLaren-Mercedes | 58 voltas em 1h33m36s531 |
| 2 | Robert Kubica | POL | Renault | a 12s034 |
| 3 | Felipe Massa | BRA | Ferrari | a 14s488 |
| 4 | Fernando Alonso | ESP | Ferrari | a 16s304 |
| 5 | Nico Rosberg | ALE | Mercedes | a 16s683 |
| 6 | Lewis Hamilton | ING | McLaren-Mercedes | a 29s898 |
| 7 | Vitantonio Liuzzi | ITA | Force India-Mercedes | a 59s847 |
| 8 | Rubens Barrichello | BRA | Williams-Cosworth | a 1m00s536 |
| 9 | Mark Webber | AUS | RBR-Renault | a 1m07s319 |
| 10 | Michael Schumacher | ALE | Mercedes | a 1m09s391 |
| 11 | Jaime Alguersuari | ESP | STR-Ferrari | a 1m11s301 |
| 12 | Pedro de la Rosa | ESP | Sauber-Ferrari | a 1m14s084 |
| 13 | Heikki Kovalainen | FIN | Lotus-Cosworth | a 2 voltas |
| 14 | Karun Chandhok | IND | Hispania-Cosworth | a 5 voltas |
| Não completaram | ||||
| Timo Glock | ALE | VRT-Cosworth | a 17 voltas/mecânico | |
| Lucas di Grassi | BRA | VRT-Cosworth | a 32 voltas/mecânico | |
| Sebastian Vettel | ALE | RBR-Renault | a 33 voltas/freio | |
| Adrian Sutil | ALE | Force India-Mercedes | a 49 voltas/mecânico | |
| Vitaly Petrov | RUS | Renault | a 49 voltas/rodada | |
| Bruno Senna | BRA | Hispania-Cosworth | a 54 voltas/hidráulico | |
| Sebastien Buemi | SUI | STR-Ferrari | a 58 voltas/acidente | |
| Nico Hulkenberg | ALE | Williams-Cosworth | a 58 voltas/acidente | |
| Kamui Kobayashi | JAP | Sauber-Ferrari | a 58 voltas/acidente | |
| Jarno Trulli | ITA | Lotus-Cosworth | a 58 voltas/não largou | |
Os problemas no Bahrein, que lhe tiraram uma vitória certa, parecem ter dado a dose ideal de motivação a Sebastian Vettel. O alemão, que ainda não tinha terminado na frente neste fim de semana em Melbourne, dominou as três partes do treino classificatório e marcou a pole position para o GP da Austrália. Ele liderou a dobradinha da RBR, que ainda contou com o local Mark Webber na segunda posição, para a alegria da torcida australiana.
Fernando Alonso, vencedor da corrida no Bahrein, marcou o terceiro tempo com a Ferrari. O espanhol deu o troco no companheiro Felipe Massa, que o tinha superado no primeiro treino classificatório do ano. Sete décimos mais lento, o brasileiro larga apenas em quinto, com Jenson Button, da McLaren, atual campeão do mundo, entre eles, em quarto. A Rede Globo transmite as 58 voltas do GP da Austrália na madrugada deste domingo, a partir das 3h (de Brasília).
- Realmente estou com problemas. No primeiro treino, a temperatura estava alta e estava tudo bem. Esfriou muito a partir do segundo treino e não consigo encontrar a aderência do pneu, tanto no duro quanto no mole. Foi um pouco difícil a classificação. Na corrida, a temperatura deve ser um pouco maior - diz Massa, em entrevista à Rede Globo.
Nico Rosberg e Michael Schumacher travaram mais um duelo interno da Mercedes no treino classificatório. E, mais uma vez, a vitória foi do alemão mais novo, que larga em sexto, por apenas 43 milésimos. O heptacampeão é o sétimo e sairá ao lado de Rubens Barrichello, que levou sua Williams a um ótimo oitavo lugar neste sábado. O brasileiro comemorou o resultado.
- Acho que é incrível como a gente tem de mudar os limites das nossas ambições. Mas a Williams é um grande time, está mostrando que pode fazer bonito. Estou cada dia mais emocionado por ter tirado tudo do carro. Na segunda classificação, fiz uma grande volta.
Lucas di Grassi e Bruno Senna vão largar mais uma vez nas últimas posições do grid. O piloto da VRT teve um problema no acerto do carro e conseguiu apenas o 22º tempo. Já o representante da Hispania sofreu com falhas no carro durante todo o fim de semana e ficou na 23ª e penúltima posição no treino.
Hamilton decepciona
A grande surpresa da segunda parte do treino (Q2) foi a eliminação de Lewis Hamilton, da McLaren, que vai largar apenas em 11º. O inglês tinha sido o mais rápido nas sessões livres de sexta-feira, mas não conseguiu repetir o desempenho neste sábado e ficou a 58 milésimos de uma vaga na superpole. Jenson Button, seu companheiro, se classificou com folga.
Nico Hulkenberg, da Williams, companheiro de Rubens Barrichello, não conseguiu andar no ritmo do brasileiro e vai largar apenas na 15ª posição, após ter saído no Q2. O alemão ficou a mais de 0s7 do tempo do veterano, que completará 300 GPs nesta temporada.
Novatas nas últimas filas
As três equipes novatas desta temporada da Fórmula 1 continuam sem conseguir passar da primeira parte do treino classificatório (Q1). A Lotus foi a melhor novamente, com o finlandês Heikki Kovalainen em 19º e o italiano Jarno Trulli em 20º. Contudo, a equipe malaia continua mais de quatro segundos mais lenta que as ponteiras na categoria.
Os estreantes brasileiros continuam a enfrentar muitos problemas com seus carros. Após oito voltas no Q1, Lucas di Grassi conseguiu a 22ª posição com a VRT. O brasileiro teve problemas com o acerto do carro para a classificação e foi superado novamente pelo companheiro Timo Glock, desta vez por seis décimos. O alemão larga em 21º neste domingo.
- A gente errou um pouco o acerto. Ficamos um pouco otimistas demais, mas ainda temos que melhorar muito para pensar em disputas. Gostei do circuito, é muito melhor do que parece. Definitivamente, nosso carro que não foi o ideal - diz Lucas, em entrevista à Rede Globo.
Já Bruno Senna, mesmo com as dez voltas no Q1 dadas com a Hispania, não conseguiu passar da última fila com o carro da equipe espanhola. Após trocar o motor antes do início do fim de semana, o brasileiro vai largar em 23º, uma posição à frente do indiano Karun Chandhok, seu companheiro.
- Trocamos o motor porque tivemos um superaquecimento no Bahrein. Não chegou a quebrar, foi apenas uma falha. Agora, durante o treino da manhã, uma tubulação hidráulica deu defeito e causou um vazamento de óleo. Por isso, perdemos um pouco de milhagem - afirma Bruno.
Confira o grid de largada para o GP da Austrália:
| Pos | Piloto | País | Equipe | Tempo |
| 1 | Sebastian Vettel | ALE | RBR-Renault | 1m23s919 |
| 2 | Mark Webber | AUS | RBR-Renault | 1m24s035 |
| 3 | Fernando Alonso | ESP | Ferrari | 1m24s111 |
| 4 | Jenson Button | ING | McLaren-Mercedes | 1m24s675 |
| 5 | Felipe Massa | BRA | Ferrari | 1m24s837 |
| 6 | Nico Rosberg | ALE | Mercedes | 1m24s884 |
| 7 | Michael Schumacher | ALE | Mercedes | 1m24s927 |
| 8 | Rubens Barrichello | BRA | Williams-Cosworth | 1m25s217 |
| 9 | Robert Kubica | POL | Renault | 1m25s372 |
| 10 | Adrian Sutil | ALE | Force India-Mercedes | 1m26s036 |
| Eliminados na segunda parte do treino classificatório: | ||||
| 11 | Lewis Hamilton | ING | McLaren-Mercedes | 1m25s184 |
| 12 | Sebastien Buemi | SUI | STR-Ferrari | 1m25s638 |
| 13 | Vitantonio Liuzzi | ITA | Force India-Mercedes | 1m25s743 |
| 14 | Pedro de la Rosa | ESP | Sauber-Ferrari | 1m25s747 |
| 15 | Nico Hulkenberg | ALE | Williams-Cosworth | 1m25s748 |
| 16 | Kamui Kobayashi | JAP | Sauber-Ferrari | 1m25s777 |
| 17 | Jaime Alguersuari | ESP | STR-Ferrari | 1m26s089 |
| Eliminados na primeira parte do treino classificatório: | ||||
| 18 | Vitaly Petrov | RUS | Renault | 1m26s471 |
| 19 | Heikki Kovalainen | FIN | Lotus-Cosworth | 1m28s797 |
| 20 | Jarno Trulli | ITA | Lotus-Cosworth | 1m29s111 |
| 21 | Timo Glock | ALE | VRT-Cosworth | 1m29s592 |
| 22 | Lucas di Grassi | BRA | VRT-Cosworth | 1m30s185 |
| 23 | Bruno Senna | BRA | Hispania-Cosworth | 1m30s526 |
| 24 | Karun Chandhok | IND | Hispania-Cosworth | 1m30s613 |
Inglês pede desculpas pelo incidente da noite desta quinta em Melbourne: ‘Fiz uma bobagem, estava dirigindo de maneira exuberante demais’
Após ser o mais rápido dos treinos de sexta-feira na Austrália, o inglês Lewis Hamilton pediu desculpas por ter exagerado com seu carro de passeio nas ruas de Melbourne no dia anterior. O piloto da McLaren foi parado pela polícia após cantar pneu e exagerar na velocidade perto da entrada do autódromo de Albert Park. Ele será multado por uso indevido do veículo.
- O que eu fiz foi uma bobagem, queria pedir desculpas por isso. Eu estava dirigindo de maneira exuberante demais e, por causa disso, fui parado pela polícia – lamentou o campeão de 2008 da F-1.
Policiais locais afirmaram que o carro de Hamilton foi visto perdendo a tração dos pneus e, por isso, ele foi parado.
- Levando em conta que Melbourne está no centro das atenções agora, com muitos turistas nas ruas, esperamos que os motoristas respeitem as regras – afirmou o policial Scott Woodford.
Aos 25 anos, Hamilton não é “primário” em infrações de trânsito. Em 2007, ele foi parado pela polícia francesa por excesso de velocidade. No Brasil, contudo, o piloto já participou de uma campanha de conscientização contra bebida e direção.
Brasileiro usa modelo branco e azul na corrida deste fim de semana
Inglês lidera dobradinha da McLaren. Rubens Barrichello fica em nono e Felipe Massa em 14º

Inglês lidera dobradinha da McLaren no primeiro dia de atividades em Melbourne. Rubens Barrichello fica em nono e Felipe Massa em 14º
Não era futebol, mas um drible foi decisivo na decisão do melhor tempo desta sexta-feira de treinos livres para o GP da Austrália. Antes da segunda sessão, uma chuva rápida ameaçou molhar a pista, mas ainda a deixou em condições para o uso dos pneus slicks. Então, Lewis Hamilton tomou a decisão com a McLaren de colocar o composto macio e sair dos boxes rapidamente. O esforço rendeu dividendos: não foi um gol, mas a melhor volta do dia para o inglês, com 1m25s801.
Logo após a volta de Hamilton, a chuva apertou e tornou o asfalto impraticável para os slicks. Ele ficou 275 milésimos à frente de Jenson Button, seu companheiro, que completou a dobradinha da McLaren nesta sexta-feira com a segunda posição. O atual campeão da Fórmula 1, no entanto, só conseguiu marcar este tempo no fim do treino da tarde, quando a pista já estava mais seca, mas ainda longe do nível de aderência dos primeiros minutos da sessão.
O local Mark Webber, da RBR, conseguiu um excelente terceiro tempo, para delírio das cheias arquibancadas do circuito de rua montado no Albert Park. De quebra, o australiano ainda conseguiu superar, com folga, o companheiro Sebastian Vettel, que foi apenas o 15º desta sexta-feira, 12 posições e 1s4 atrás. O heptacampeão Michael Schumacher, da Mercedes, ficou em quarto e superou Nico Rosberg, o 11º, conhecido como "Rei das sextas-feiras", no duelo do time alemão. Melhor da manhã, Robert Kubica, da Renault, conseguiu o décimo lugar.
Rubens Barrichello foi o melhor brasileiro do dia, com a nona posição nos tempos combinados das sessões. O piloto superou Nico Hulkenberg, da Williams, o 15º colocado, por seis posições. Na Ferrari, Felipe Massa ficou em 14º lugar, três postos à frente do espanhol Fernando Alonso, o 17º. Contudo, a equipe italiana optou por não forçar seus carros no chuvoso treino da tarde e os dois pilotos não chegaram a usar os pneus macios.
Lucas di Grassi e Bruno Senna, estreantes nesta temporada, continuam a sofrer com os problemas de suas equipes. Os dois marcaram tempos apenas no treino da manhã, enquanto à tarde o piloto da VRT sofreu com problemas na telemetria e ficou na 23ª posição do dia. Já o brasileiro da Hispania teve uma falha na bomba de combustível e foi apenas o 24º.
Confira os melhores tempos do primeiro dia de treinos em Melbourne:
1 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m25s801 (35 voltas)
2 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m26s076 (38)
3 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m26s248 (44)
4 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m26s511 (35)
5 - Vitaly Petrov (RUS/Renault) - 1m26s732 (51)
6 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m26s832 (50)
7 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m26s834 (22)
8 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - 1m26s835 (35)
9 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m26s904 (43)
10 - Robert Kubica (POL/Renault) - 1m26s927 (50)
11 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m26s956 (40)
12 - Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) - 1m27s108 (38)
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m27s455 (28)
14 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m27s511 (39)
15 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - 1m27s545 (51)
16 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m27s686 (42)
17 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m27s747 (40)
18 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m28s537 (25)
19 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m28s572 (64)
20 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - 1m29s860 (41)
21 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - 1m30s695 (30)
22 - Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - 1m32s117 (17)
23 - Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - 1m32s831 (27)
24 - Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - 1m33s401 (24)
25 - Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth) - 1m34s251 (20)
Espanhol alega que trocas constantes confundem os fãs e afirma que, apesar da dobradinha, Ferrari precisa ‘começar do zero’ na Austrália
Vencedor do GP do Bahrein, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, admitiu nesta terça-feira que a corrida não foi emocionante, mas ainda assim acha cedo para pensar em novas mudanças nas regras da Fórmula 1. O bicampeão do mundo vai na contramão dos críticos, que pedem alterações para injetar mais emoção nas provas.
- No calor da hora, fizemos avaliações precipitadas. É verdade que a prova no Bahrein não foi espetacular, mas está muito cedo para tirar conclusões e pensar em novas mudanças nas regras. Vamos ver como serão as próximas provas e analisar a situação com calma. Não há nada que desoriente mais os fãs do que mudanças constantes – afirmou.
Apesar do bom rendimento na primeira corrida, Alonso afirma que a Ferrari precisa manter os pés no chão. Em seu blog, o piloto disse que a equipe deve tratar a segunda prova do ano, na Austrália, neste fim de semana, como se estivesse começando a temporada do zero.
- A dobradinha no Bahrein nos deu uma boa injeção de confiança e uma recompensa pelo trabalho realizado. Nada mudou. Quatro equipes e oito pilotos lutam pela vitória. Temos que manter os pés no chão. Na Austrália, começaremos do zero – disse Alonso.

Comecei a gostar de Fórmula 1 assistindo às corridas de Ayrton Senna no fim da década de 1980 e no início dos anos 1990. Na época, ainda era apenas um torcedor e acabei me apaixonando por automobilismo. A morte do tricampeão, em 1994, foi um baque, mas acabou confirmando que minha paixão era a velocidade. Ao contrário de muitas pessoas no Brasil na época, continuei assistindo às provas. Daí até decidir trabalhar com esta área foi um pulo. Acabei indo para os lados do jornalismo e me apaixonei pela carreira.
Sempre soube a dimensão passional de Ayrton Senna para o torcedor brasileiro. E isto sempre despertou reações extremadas. Quem gostava do tricampeão, o defendia até a última instância. Por outro lado, muitos chegavam a desmerecer os feitos do piloto, geralmente torcedores de Nelson Piquet. Só aqui mesmo no Brasil para vermos uma rivalidade surreal destas. Tanto Senna quanto Piquet foram grandes pilotos – tricampeões da Fórmula 1 – e deveriam ser admirados da mesma forma, sem este tipo de rivalidade.

Por isso, só fui ter real dimensão dos feitos de Senna quando visitei o circuito de Donington Park, há dois anos. Na época, estive lá para cobrir a primeira corrida da Fórmula Superliga. Ao circular pelo paddock do autódromo, era só as pessoas saberem que éramos brasileiros que vinham falar do tricampeão. Os ingleses, principais admiradores do automobilismo no mundo, são grandes fãs do piloto e, até hoje, o elegem como o melhor da história da Fórmula 1 em várias enquetes realizadas no país.
Donington Park foi testemunha da melhor volta inicial da história da Fórmula 1. Em 1993, o circuito recebeu sua primeira corrida da categoria, o GP da Europa. A escolha foi muito criticada, pois a pista era tida como travada (foi feita para motos) e não permitiria ultrapassagens. Debaixo de chuva, Senna largou em quarto, caiu para quinto, mas foi ultrapassando seus adversários um a um. Primeiro, Schumacher. Depois, Karl Wendlinger, Damon Hill e Alain Prost. Depois de um show na corrida, a vitória veio de forma acachapante, com quase uma volta de vantagem para o segundo colocado.

Tom Wheatcroft, então dono do circuito, ficou maravilhado com o desempenho e agradeceu muito ao brasileiro pelo excelente desempenho. O dirigente, que morreu em 2009 aos 87 anos, era dono da maior coleção de carros de corrida do mundo e montou um museu em Donington. A grande estrela do local era Ayrton Senna, que tinha vários modelos, capacetes e recortes de revistas expostos lá.
Nesta viagem em 2008, pude visitar o museu de Donington e fotografar quase todos os pavilhões. A McLaren MP4/8, de 1993, estava lá, com a bandeira brasileira da volta da vitória do GP da Europa de 1993. Além disso, vários recortes mostravam a repercussão na imprensa inglesa do feito de Senna. A dimensão desta corrida e da fama do tricampeão me deixaram bem impressionado na Inglaterra.

Apesar de não ter conseguido o título, a temporada de 1993 de Ayrton Senna, para mim, é a melhor da carreira dele. O tricampeão estava no auge de sua forma e mesmo com um carro muito inferior, conseguiu vencer corridas históricas e brigar com Alain Prost até a metade do ano. A McLaren-Ford MP4/8 tinha um bom chassi, mas perdia na parte eletrônica e no motor HB, com cerca de 80 cavalos a menos que o Zetec usado pela Benetton e muito mais lento que o Renault da Williams.
Neste domingo, Ayrton Senna completaria 50 anos. É sempre bom relembrar suas corridas e seus feitos nas pistas. No entanto, gostaria que este legado fosse usado de melhor forma no automobilismo nacional. Ainda temos grandes pilotos na Fórmula 1, mas precisamos dar mais atenção à base. Felipe Massa deu um exemplo e organizou a Fórmula Future, que estreia em 2010. Mas precisamos de mais iniciativas. Pelo bem do nosso esporte. Precisamos usar os exemplos de nossos campeões para fazer o esporte crescer novamente.

Da seriedade nas férias com o jet ski ao hambúrguer na Disney japonesa, personalidades contam detalhes dos bastidores da rotina do tricampeão
A trajetória de Ayrton Senna na Fórmula 1 não é apenas uma referência para os fãs de automobilismo – é também um exemplo para quem pretende trilhar uma carreira nas pistas. O dia a dia e os bastidores da rotina de Senna, no entanto, ainda têm histórias pouco conhecidas. Neste domingo, quando o tricampeão completaria 50 anos de vida, o GLOBOESPORTE.COM revela cinco depoimentos sobre o piloto, narrados por cinco personalidades ligadas a ele.
Confira uma galeria com as melhores imagens da carreira de Senna
Hambúrguer na Disney
Por Rubens Barrichello, piloto da Williams na Fórmula 1
"Uma das minhas histórias com ele aconteceu em 1994, no Japão (durante o GP do Pacífico, segunda etapa daquele ano). Fui procurar algo diferente para fazer e decidi ir à Disney. Estava com o meu ex-empresário Geraldo Rodrigues. O Ayrton estava indo fazer outra coisa e perguntou: 'Posso ir com vocês?', como se fosse atrapalhar (risos). O engraçado é que ele tinha uma vida regrada e, lá na Disney, não havia mais nada para comer a não ser hambúrguer. Então, a gente estava decidindo se iria embora e ele falou que queria hambúrguer e comeu dois! Era como se ele não tivesse tempo para se divertir e comer um hambúrguer."
Nasce o Rei da Chuva
Por Viviane Senna, irmã e presidente do Instituto Ayrton Senna
"O Ayrton ainda corria de kart e estava ganhando uma corrida em Interlagos, quando começou a chover. Por causa da pista molhada, ele saiu da pista e ficou muito frustrado. Depois disso, cada vez que chovia em São Paulo, o Ayrton ia para qualquer canto da cidade com o kart e ficava treinando até escurecer. Quando chegava em casa, ele parecia um pinto molhado. E fez isso milhões de vezes. Por isso, ele virou o Rei da Chuva. Certamente ele não teria esse manejo todo se não tivesse perdido e reagido. O Ayrton teve de enfrentar o problema e colocar todo seu potencial à prova. Ele foi perseverante e desenvolveu a habilidade que estava latente. Na Fórmula 1, quando chovia, todo mundo ficava animado. Aquela que seria a primeira vitória aconteceu nestas condições, em Mônaco, quando o Alain Prost levou após a corrida ser interrompida."
Competição até no jet ski
Por Bruno Senna, sobrinho e piloto da Hispania na Fórmula 1
"Pessoalmente, eu me recordo das férias que passávamos em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Nos divertíamos muito nos fins de ano, principalmente brincando de jet ski. Como eu era pequeno e bem mais leve, levava vantagem nos pegas. Como ele não gostava de perder nem para o sobrinho, estava sempre mexendo no motor para andar mais rápido."
‘Joga no 19!’
Por Reginaldo Leme, comentarista de Fórmula 1 da Rede Globo
"Eu me lembro que em 1984, no GP de Mônaco, quando chegamos do Brasil, fomos jantar com o Alex Hawkridge, o dono da Toleman (equipe de Senna naquela temporada). Só eu, o Ayrton e ele. Aí o Ayrton me apresentou para o cara como jornalista brasileiro, mas falou assim: ‘É o mais respeitado jornalista brasileiro de automobilismo. Além disso, é uma pessoa em quem posso confiar muito’. Nunca me esqueci disso. Inclusive, nesta noite, nós fomos jogar no cassino, e o número da Toleman era 19. Então, ele ficava falando assim: ‘Joga no 19! Joga no 19, que eu vou barbarizar nesta corrida!’ Nós nos divertimos jogando e, no fim das contas, entre ganhos e perdas, ainda saímos no lucro."
Truques no kart
Por Tony Kanaan, piloto da Andretti Autosport na Fórmula Indy
"Lembro muito desse dia no kartódromo dele. Eu tinha feito a pole position, mas minutos antes de largada ele inventou de inverter o grid. Por isso, larguei em último. Até então, ninguém sabia que ele ia correr. Ele deu uma volta de apresentação com um Kadett branco conversível, pegou o kart e grudou atrás do meu na largada. Assim, fui passando um por um, com ele colado em mim. Fizemos a ‘rapa’ naquela prova e consegui ganhar a corrida, na frente dele. Com certeza, foi um momento mágico na minha carreira, que estava só iniciando. Até hoje eu tenho esse troféu na minha sala. Está ao lado da taça de campeão da Indy de 2004. Ele sempre fez falta nas pistas, mas está presente em nossa lembrança."
Em universo de 90 mil fãs, alemão tem o dobro de votos do espanhol
Michael Schumacher superou Fernando Alonso e foi eleito o piloto mais popular da Fórmula 1, em pesquisa organizada pela Associação das Equipes (Fota). Mesmo após três anos parado, o alemão da Mercedes recebeu 19,5% dos votos. O espanhol da Ferrari ficou em segundo, com 9,7%, menos da metade do percentual do heptacampeão.
A pesquisa teve a participação de 90 mil fãs de 180 países. Os dados coletados serão utilizados pela Fota e pela Formula One Management (FOM) para basear possíveis mudanças na categoria nos próximos anos. Além de alterações no regulamento, sugestões para novidades nas transmissões de TV também serão levadas em conta pelos organizadores da Fórmula 1.